Este sábado Gertrud e Hans celebraram o seu aniversário em conjunto. Ela fez anos há semanas, ele faz em Abril. Vieram filhos e namorados, a neta bebé e irmãos da Gertrud com respectivos esposos. Não se cantou os parabéns, era antes uma desculpa para se reunir a família.
Chegaram todos para almoçar e a cave, de modo surpreendente, deu lugar a quinze pessoas. Durante quatro horas comeu-se e bebeu-se seguindo ordem já definida pela tradição. Começou-se pelo arenque marinado, passou-se ao salmão fumado com esparregado, bolas de carne e por fim vieram os queijos e a salada de frutas com natas. Sempre com a presença da cerveja (cerveja especial de páscoa, disto e daquilo) e snaps: shots de bebidas forte, neste caso akvavit. A água da vida não se nega, e de 5 em 5 minutos havia sempre alguém que se lembrava de propor um brinde ("skol"!).
Todos ficaram espantados por ter gostado do arenque, parece que é uma coisa "que se aprende a gostar". A Lene, namorada do filho mais velho, disse que a geração mais nova lhe chama "Grandpa's Sushi".
Depois de tanto tempo sentados, a comer, e também segundo a tradição, tratámos de fazer caminhada à volta do quarteirão. Foi engraçado de se ver, um bando de pessoas entre os 20 e os 60 anos a andar para melhor fazer a digestão. Nestes minutos fui, por consequência dos passos, estando em contacto com diferentes pessoas. E daí conversei com o Hans, que acha que irmãos da Gertrud conversam muito, com uma cunhada que antes tinha uma quinta na costa oeste e agora trabalha com miúdos, ou com a irmã mais velha que me contava como a morte dos pais exigia uma maior iniciativa para que todos os irmãos se reencontrassem.
Com isto, arranjou-se mais um espacinho no estômago e, de regresso a casa, toma lá mais bolo e café.
Por volta das 18h já toda a gente se tinha ido embora. Fui para o meu quarto e, quando voltei, percebi que os que tinham ficado estavam todos doentes. Parecia um filme mau, daqueles em que depois de um fim de semana no hotel, há sempre um mordomo culpado. Isabella, a bebé, é o mordomo. E até hoje ficámos em casa.
terça-feira, 16 de março de 2010
quinta-feira, 4 de março de 2010
Seest
A 3 de Novembro de 2004, uma fábrica de fogo de artifício explodiu em Seest, nos arredores de Kolding. Imensas famílias ficaram sem casa e muitas delas ainda continuam com problemas com as seguradoras. Um bombeiro morreu.
A Gertrud e o Hans viram a explosão a partir e Kolding. Dizem que foi um espectáculo assustador, mas belo ao mesmo tempo...
Este é um panfleto de uma peça de teatro que retrata as consequências do acidente na vida de uma família, enquanto a filha de nove anos tenta descobrir quem foi o responsável.
Porque nos apeteceu...
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Rio Skjern
No regresso de Rinkjobing, aproveitei boleia da Gertrud e do Hans que regressavam de um aniversário, também na costa ocidental.


A Gertrud ia apontando um ou outro detalhe na paisagem, entre os quais se encontrava o rio Skjern. Parece que, nos anos 60, a produção de cereais se valorizou face à criação de gado e, com o objectivo de se criar mais área arável, o rio foi drenado e forçado a criar um percurso rectilíneo. O facto é que houve imensas consequências negativas: a flora e a fauna fora afectadas, assim como a qualidade da água.
Cerca de 20 anos depois foi criado um plano de recuperação desta área. Pelas observações feitas, espécies de animais que ali tinham deixado de aparecer, voltaram a ser vistos.
Para mais detalhes, deixo o seguinte site, de onde retirei as fotografias (antes e depois da recuperação):


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Costa Oeste: Ringkøbing
Árvores inclinadas pelo vento do Oeste, cavalos e floresta.
Casa de adobe feita pelos alunos de Vestjyllands Hojskole e o seu guardião, na companhia do meu amigo Tarjei.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
O que há na Dinamarca?
Para além de ser um país quase plano, verde, polvilhado de quintas e moinhos, porcos e vacas e que viu nascer pessoas como Hans Christian Andersen ou Lars Von Trier, pouco mais sei sobre a Dinamarca.
Minto. Sei também que é frio, muito frio.
O que há então de novo, por aí, nesse pequeno país quase absolutamente rodeado pelo Mar do Norte? Que mitos estão por desconstruir e que revelações podem aqui acontecer?
Gostava muito que partilhassem a imagem que têm deste país, quer o tenham visitado, quer não. Tudo o que vos vier à cabeça. Pode ser que se confirmem, pode ser que não..
Minto. Sei também que é frio, muito frio.
O que há então de novo, por aí, nesse pequeno país quase absolutamente rodeado pelo Mar do Norte? Que mitos estão por desconstruir e que revelações podem aqui acontecer?
Gostava muito que partilhassem a imagem que têm deste país, quer o tenham visitado, quer não. Tudo o que vos vier à cabeça. Pode ser que se confirmem, pode ser que não..
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